quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Evangelizar os evangélicos


"Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade.
E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." 
Jeremias 6:13,14
 
Estava estudando as Escrituras e o Senhor me levou a ler os profetas. Comecei por Isaías e estou em Jeremias e nesse tempo aprendendo as Escrituras, o Senhor me levou a ver alguns fatos que me fizeram pensar.

Eu sempre li a Bíblia mas nunca tinha prestado a devida atenção: OS PROFETAS FORAM LEVANTADOS PARA O PRÓPRIO POVO DE DEUS e não para os gentios (outros povos ao redor) e, confesso, que isso mexeu com minhas estruturas pois Israel eram os "evangélicos" da época. Percebi o quanto Israel, mesmo sendo o povo adquirido e escolhido por Deus, tinha se desviado do caminho, adorando a outros deuses, oferecendo sacrifícios e chegando a sacrificar seus próprios filhos a esses 'deuses'. 

Nesse tempo de aprendizado com o Senhor, ele me fez ver que, hoje em dia, as coisas não estão muito diferentes. Confesso que, quando ouvi essa frase: EVANGELIZAR OS EVANGÉLICOS eu parei pra pensar. a princípio achei meio sem sentido mas, depois que comecei a estudar os profetas maiores na Bíblia, compreendi o que o Senhor queria me mostrar. 

Infelizmente a situação de alguns evangélicos hoje em nada difere a situação do povo de Israel naquela época. Se formos olhar com mais atenção para algumas igrejas veremos o quanto os costumes mundanos estão enraizados em nosso meio. Temos como exemplo o divórcio que, a alguns anos atrás era totalmente proibido e hoje em dia já vemos em alguns ministérios pastores e líderes divorciados em seus segundos e terceiros casamentos. Onde foi parar o princípio bíblico que diz: "...até que a morte os separe" (1ª Coríntios 7:39). Não estou aqui pra julgar ninguém. Esta não é minha intenção, apenas estou preocupada com a Noiva de Cristo.

Temos visto com a Noiva está doente! Quantas coisas que não estão na Palavra de Deus! Como o mundo tem entrado nas igrejas!

Nunca ganhamos tantas vidas para o Senhor, mas em vez de ajudarmos as pessoas a passarem pelo processo de libertação elas estão ficando como chegam às igrejas e os princípios bíblicos tem ficado de lado.

Temos que nos perguntar: "Será que o Noivo levará sua Noiva desta forma que está hoje?" 

Nunca tivemos tantos escândalos dentro das igrejas. Será que temos ensinado corretamente ao povo ou temos apenas fechado os olhos para não ver sua ferida?

 Mulheres Guerreiras

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

E sucedeu que... o ribeiro se secou. (1 Rs 17.7.)


O preparo da nossa fé será incompleto se não entendermos que há uma providência na perda, um ministério na falha e enfraquecimento das coisas, uma dádiva no vazio. As inseguranças materiais da vida contribuem para a sua firmeza espiritual. A tênue correnteza junto à qual Elias estava assentado e meditando, é uma figura da vida de cada um de nós. "E sucedeu que... o ribeiro se secou" — eis a história do nosso ontem e a profecia dos nossos amanhãs.
De uma forma ou de outra, teremos que aprender a diferença entre confiar no dom e confiar no Doador. O dom pode ser bom por um tempo, mas o Doador é o Amor Eterno.
Querite representava um sério problema para Elias, até que chegou a Sarepta. Então tudo ficou claro como o dia. As palavras duras de Deus nunca são Suas últimas palavras. Os ais, as perdas e as lágrimas da vida fazem parte do interlúdio, não do fim.
Se Elias tivesse sido levado diretamente a Sarepta, teria perdido uma experiência que ajudou a fazer dele um profeta mais sábio e um homem melhor. Junto a Querite ele viveu pela fé. E quando em nossa vida se secar algum ribeiro de recursos terrenos, aprendamos que a nossa esperança e socorro estão no Deus que fez o céu e a terra. — F. B. Meyer
Retirado do livro Manancias do deserto

domingo, 18 de outubro de 2015

O Senhor cuida dos seus filhos


Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.1 Pedro 5:7

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
Filipenses 4:6,7

E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?
Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.
Lucas 12:25-29

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Mateus 6:31-34

Precisamos  inclinar o nosso coração a Deus, ele é o único capaz de te amar infinitamente ele deve ser o seu primeiro amor.

Mulheres Guerreiras

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A PROMESSA É SEMPRE MAIOR QUE O DESERTO - PARTE FINAL


"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (...) Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam". (Mateus 4:1,11) 

Na semana anterior, estudamos sobre o fato de que todos passam por um deserto e que nem Jesus escapou disso. Aprendemos que é necessário administrar nossa vida enquanto estivermos no deserto para nos tornamos conquistadores. Caso contrário, nenhuma outra situação mais nos ensinará. Se você passar pelo deserto e não souber tirar lições dele, em nenhum outro lugar aprenderá a ver a dimensão do Reino de Deus.Agora estudaremos sobre a vida de Josué e sobre os outros ensinamentos que o deserto traz para nossas vidas.

 Josué
Josué andava com o líder, sempre atento ao que Moisés fazia. Teve até ciúmes quando dois homens que não eram 'do seu grupo' profetizaram (Números 11:27-29). Josué e Calebe foram os únicos dos 12 espias que não se assustaram com os gigantes para conquistar a terra (Números 14:6-9).

Porém, depois da morte de Moisés, Deus precisou encorajar Josué. "Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente esforça-te e mui corajoso (...) Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares." (Josué 1:6,7,9)

Percebemos claramente na vida de Josué que uma coisa é fazer parte da liderança e se despreocupar por ter alguém experiente por perto; outra coisa é assumir o governo de uma multidão e, paradoxalmente, se ver sozinho, como líder, principalmente no deserto.

Mas, vemos o resultado da ordem de Deus a Josué no capítulo 12. "Estes, pois, são os reis da terra, aos quais os filhos de Israel feriram e cujas terras possuíram além do Jordão para o nascente do sol, desde o ribeiro de Arnom, até ao monte de Hermom, e toda a planície do oriente (...) trinta e um reis ao todo." (Josué 12:1 e 24)
Moisés conquistou um povo, Israel, enquanto estava no deserto. Josué, preparado no deserto, entrou na terra prometida e conquistou 31 reinos. Que experiência tremenda esses homens tiveram no deserto! Ali foram forjados no caráter e no temperamento, e viveram situações que foram suficientes para fazer deles líderes de excelência.

 
Após vencermos o deserto, passamos a:

 1. Compreender
Compreender aqueles que enfrentam o mesmo nível de dificuldades ou até mesmo dificuldades maiores. Compreendemos que a dor do outro deve ser respeitada e orada por nós. Também somos compreendidos pelos que estão vivendo um momento similar. 

2. Cuidar melhor de nós mesmos, da família e dos amigos
O deserto devolve a nossa humanidade, olhamos para os outros com respeito, porque percebemos que todos somos iguais. Automaticamente, passamos a cuidar melhor da nossa vida, da família e dos amigos que Deus nos deu, pois entendemos que tudo o que temos vem dEle. 

3. Ser mansos
Se não nos amansarmos no deserto, não vamos ser domados em nenhum outro lugar. Infelizmente, há pessoas que insistem em não aprender a lição que Deus quer lhes dar no deserto. Mas deserto é lugar de aprender a ser domesticado, a ser amansado. Não que sejamos animais, mas, às vezes, agimos como verdadeiras feras, não é verdade? 

4. Saber que só Deus pode ajudar-nos
No deserto, chega um momento que descobrimos que o líder é importante, os amigos são importantes, mas que tanto líder como amigos são instrumentos para aliviar a dor e nos ajudar, porém nossa dependência vem do Senhor. No deserto, também temos oportunidade de aprender que: As lágrimas são enxugadas; o medo é arrancado; o ânimo é renovado; a fidelidade é treinada.

Todo deserto tem um começo e um fim. Se você estiver passando por um deserto, quando chegar ao outro lado e olhar para trás, verá que nasceu um líder de êxito, manso e de autoridade. Tenha consciência de que todos nós precisamos e vamos passar por desertos; faz parte do aprendizado da vida.

O melhor do deserto, além do aprendizado que ele nos traz, é saber que não estamos sozinhos, o Espírito Santo nos guia no deserto.

Os homens caem porque confiam em si mesmos. Jesus foi levado ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado pelo diabo e venceu. Jesus sabia que, como homem, se não estivesse preparado e guiado pelo Espírito, o diabo o venceria.

Quando Deus fortalece nosso caráter no deserto, nenhum principado nos vence, pois o inimigo não nos pega despreparados.

Bem-vindo ao deserto! Ele não é maior que a promessa.

​Apóstolo Renê Terra Nova


 

A PROMESSA É SEMPRE MAIOR QUE O DESERTO - PARTE 1


Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (...) Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.” (Mateus 4:1,11)

Todos passam por um deserto. Nem Jesus escapou disso. Se aprendermos a administrar nossa vida enquanto estivermos no deserto, seremos conquistadores. Caso contrário, nenhuma outra situação mais nos ensinará. Se você passar pelo deserto e não souber tirar lições dele, em nenhum outro lugar aprenderá a ver a dimensão do Reino de Deus.

O deserto é o lugar onde:

  •  Não se compra;
  •  Não se vende;
  • Não se desperdiça;
  •  Não se guarda para amanhã;
  •  Há provisão diária.

No deserto, quanto mais se depende de Deus e confia nele, mais preparada a pessoa estará. Quanto mais você se aproximar de Deus, mais pecador se sentirá e será mais desafiado a ser santo.

Quando nos aproximamos muito de Deus, percebemos o quanto somos carnais e o quanto temos necessidade de fazer uma aliança. O Espírito Santo permite que cheguemos até o deserto para aprendermos a depender apenas de Deus.

 
O Espírito Santo o conduz ao deserto para:

. Renovar a sua autoridade;

. Treinar a sua administração de santidade;

. Transformá-lo em um líder manso e autêntico.

 
O resultado disso é:

. Vitória sobre Satanás e seus demônios;

. Restauração da comunhão com o Pai;

. Descoberta dos benefícios de ser servido pelos anjos;

. Restauração do ministério;

. Autoridade para entrar na terra;

. Conquista de territórios novos.

 
No deserto, aguçamos a sensibilidade. Ficamos mais sensíveis, perceptíveis e aprendemos a recobrar valores. Uma das coisas que passamos a entender sobre valores quando saímos do deserto e entramos na terra prometida é que saímos da escassez e entramos na prosperidade. Virá um novo suprimento, teremos o fruto da terra e seremos treinados em:

Gratidão. Muitas pessoas já entraram e saíram de inúmeros desertos, não são mais as mesmas, mas ainda precisam aprender a agradecer a Deus. Devemos manter no nosso coração a gratidão.

Comunhão. Após enfrentar o deserto, compartilhamos das experiências que passamos com outras pessoas e elas são edificadas. Isso gera comunhão e fortalecimento, pois os que vencem deserto têm autoridade para ministrar sobre outros a sua experiência.

Consciência da dependência das pessoas. No deserto, recebemos a consciência da dependência que temos das pessoas. Passamos a saber o real valor de um amigo e também o valor daqueles com quem convivemos. Isso ocorre porque deserto forma caráter e adestra temperamento.

Quem pode ensinar-nos muito sobre deserto é a vida de Moisés e Josué. Eles experimentaram como ninguém essa transformação de mudança de caráter e de temperamento.

Moisés

Você, com certeza, ouviu falar muito no líder justo, enérgico e temente a Deus chamado Moisés. A Bíblia diz que ele foi o homem mais manso de toda a Terra. Mas, você também, já ouviu falar no Moisés assassino, brigão e fugitivo. Diante de tantas qualidades que Moisés teve, fica até desconfortável imaginá-lo como um assassino.

"E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, um do seu povo. E olhou a um e a outro lado, e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia... Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó...” (Êxodo 2:11,12,15)

Foram necessários 40 anos numa terra estranha, Midiã, para que o líder Moisés estivesse preparado para ficar à frente de uma multidão. E mais um pouco de tempo no deserto passou esse homem enfrentando a multidão, que não era nem um pouco amistosa.

Moisés recebeu críticas severas ‘na cara’ até dos irmãos Arão e Miriã, que não tinham mais do que reclamar, e resolveram implicar com a cunhada. Ou seja, como se não bastasse todo o problema do povo, que murmurou por causa da comida (Números 11:4-6) e sofreu com uma praga (Números 11:33), ele também teve que aturar os de sua casa falando mal da sua esposa.

Eram problemas no trabalho e em casa, e tudo isso literalmente no deserto! E a Bíblia aproveitou exatamente esse momento de briga de família para registrar a transformação ocorrida no temperamento de Moisés: “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu. E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.” (Números 12:1-3)

E você, como reage quando é criticado no trabalho por todo mundo, chega a sua casa e alguém da sua família ainda o confronta por causa dos seus erros? E se for o discipulador que o ‘aperta’ por causa de um problema no seu caráter que precisa de ajuste? Qual a sua reação? A Bíblia diz que mesmo recebendo as críticas, Moisés era manso.

Aproveite os próximos dias para refletir: Quais características precisam mudar em sua vida? Aproveite o deserto que você está passando e permita que o Espírito Santo faça uma transformação em seu interior.

Apóstolo Renê Terra Nova​